Com a Copa do Mundo de 2026 começando em 11 de junho, muitas empresas já se preparam para o impacto dos jogos no expediente, especialmente aquelas com equipes que atuam à noite. O Brasil estreia na competição no dia 13, sábado, mas dois dos três jogos da fase de grupos caem em dias úteis, contra o Haiti (19/06, sexta-feira) e a Escócia (24/06, quarta-feira), o que coloca gestores e líderes de RH diante de uma escolha que vai além da liberação da TV para assistir às partidas.
"A Copa já entrega atenção, emoção e um senso coletivo que atravessa hierarquias e áreas. O que diferencia a empresa que aproveita esse momento é a intenção. Um telão ligado sem planejamento não gera pertencimento. Com estrutura e propósito, o mesmo jogo pode se tornar uma experiência que o time lembrará para sempre", afirma Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora executiva da Bop Comunicação Integrada, agência especializada em marketing de experiências e eventos corporativos. Para ela, o erro mais comum é tratar a Copa como uma distração, quando o potencial estratégico do evento está justamente na capacidade de transformar o momento em ponto de construção de cultura organizacional.
Pesquisa do Instituto QualiBest, realizada recentemente, mostra que 94% dos brasileiros consideram que associar uma marca à Copa contribui positivamente para a reputação da empresa, e que as marcas vinculadas à competição passam a ser percebidas como mais modernas, confiáveis e próximas das pessoas. Esse padrão se replica dentro das organizações, onde equipes que compartilham experiências com propósito tendem a apresentar maior engajamento e menor rotatividade. "Momentos coletivos com carga emocional criam referências em comum. E referências em comum aproximam pessoas, reduzem barreiras e fortalecem o pertencimento, que é um dos principais fatores de engajamento", explica Vanessa. O desafio, portanto, não é decidir se a empresa vai "liberar o jogo", mas o que ela faz antes, durante e depois dos 90 minutos.
Ações para colocar em campo
Empresas de pequeno porte, com time presencial: coffee break temático no dia do jogo, com transmissão ao vivo em TV ou projetor. Bolão interno com premiação simbólica (folga ou vale-presente).
Time remoto ou híbrido: transmissão simultânea via plataforma de videoconferência com canal temático. Bolão digital com ranking em tempo real. Kit Copa enviado para a casa dos colaboradores (snacks e item personalizado). Fundo de tela temático para reuniões do período.
Empresas de médio porte, com time presencial: espaço estruturado para os jogos, com organização por área ou equipe. Desafio interno entre departamentos com pontuação acumulada ao longo da fase de grupos. Comunicação temática nos canais internos (newsletter, murais, grupos de mensagem).
Empresas de grande porte, com time presencial: branded space interno com identidade visual exclusiva da Copa, transmissão ao vivo em espaço dedicado e ativações interativas. Programação cultural que vai além do jogo, com painéis e gincanas entre áreas.
Time remoto: programa de engajamento digital durante a fase de grupos, com desafios diários, conteúdos temáticos e enquetes. Evento virtual no dia do jogo com dinâmica de grupo, comentaristas internos (lideranças) e premiação simbólica.
Para Vanessa, o ponto de virada está na forma como a empresa decide olhar para esse tipo de oportunidade. "A Copa pode ser apenas um evento externo que acontece paralelamente à rotina ou pode ser um ponto de partida para fortalecer cultura, gerar conexão e aproximar o time de forma mais intencional. Quando existe direção, até os momentos mais simples ganham força estratégica”.
Sobre a Bop
A agência sediada em São Paulo atua na convergência entre criatividade e execução. Com foco em experiências corporativas, a empresa desenvolve projetos integrados de marketing, branding e eventos proprietários. A Bop é a idealizadora de iniciativas como o MeetCafé e o podcast Eventando, focados no fortalecimento de redes profissionais. Acesse aqui.

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