Relatório da World Travel Market revela expectativas e inseguranças para as Olimpíadas de Londres e Rio de Janeiro
Quando o Brasil ganhou a concorrência para sediar tanto as Olimpíadas como a Copa do Mundo, duas sensações imediatas ocorreram a muitos brasileiros, a primeira de orgulho, claro, afinal de contas ganhar uma concorrência tão disputada já e uma boa vitoria, quem diria duas! A segunda veio apos o dissipar da euforia, o medo.
Não há dúvidas de que qualquer cidadão brasileiro esteja orgulhosamente carregando a responsabilidade de ambos os eventos, mas também, não ha respostas para a confusão que se estabeleceu na organização da Copa do Mundo. Enquanto incertezas a respeito de infra-estrutura básica para o acontecimento do evento ainda estão presentes, como a viabilidade dos estádios de futebol, cresce a insegurança em relação ao legado de dividas que ambos os eventos podem por fim, deixar para trás.
Como objeto de estudo, nada melhor do que experiências anteriores para apresentarem exemplos de boas práticas a nosso país. A África do Sul já conhecemos e seguimos a observar com olhos ávidos e esperançosos. Já o exemplo mais presente é, sem duvida, as Olimpíadas de Londres, a acontecer no ano que vem, mas com infraestrutura finalizada. Até então, ela tem funcionado como ótima experiência. Mas o que os experts da indústria de turismo têm como expectativa?
De acordo com estudo da World Travel Market apresentado na abertura do evento, a indústria em sua grande maioria prevê um impacto positivo nos destinos, sendo que 86% esperam colher benefícios para Londres e 84% para o Reino Unido em geral. Os números já não são tão positivos quando analisam a própria indústria de turismo, sendo que apenas 33% dos especialistas acreditam que o evento gerara um impacto positivo em seus negócios, enquanto que 49% dizem que não haverá impacto nenhum e 17% apostam em um impacto negativo.
Em analise mais detalhada, apenas três em cada 10 experts acreditam que as Olimpíadas de 2012 terão um impacto positivo no volume de negócios de suas empresas, enquanto que 69% antecipam nenhum impacto.
Já do ponto de vista dos consumidores, apenas 8% dos turistas britânicos afirmaram que incorporarão as Olimpíadas de Londres a suas ferias, com 6% pretendendo evitar o evento viajando para outro país durante as competições.
Em um cenário tão nebuloso como o da cidade que sediara as próximas Olimpíadas, o que o Brasil pode aprender com isso? A indústria pensa que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro trarão um impacto positivo similar ao esperado para Londres e o Reino Unido. 86% acreditam em bons frutos para a cidade maravilhosa, enquanto que 85% acreditam no beneficio da indústria de viagens em plano nacional.
Mas os números não são tão bondosos em relação a turistas britânicos com interesse de visitar o Brasil durante a Copa do Mundo ou as Olimpíadas: 81% dos entrevistados afirmam não terem aumentado a vontade de visitar o país por causa dos eventos. Para somar a ma expectativa, o histórico dos visitantes britânicos ao país do futebol não e dos melhores, apenas 4% dos entrevistados já haviam viajado ao Brasil, numero que coloca o país em ultima colocação entre os BRICs.
Mesmo assim, a bola não circula sempre em território adverso, quando questionados sobre a possibilidade de visita ao país se custo não fosse um problema, o Brasil sobe do ultimo ao primeiro lugar dos países BRICs de interesse dos britânicos. Cabe um bom programa de marketing para trabalhar a imagem negativa que o país ainda carrega na Europa. Esperamos certamente que a Embratur esteja mais do que equipada para oferecê-las!

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