Durante Conferência sobre companhias de aviação promovida pela Calyon Securities em Nova York, o principal executivo financeiro (CFO) da United Airlines, Jake Brace comentou as mudanças significativas pelas quais está passando o mercado mundial de companhias aéreas, declarando que a United Airlines está se posicionando para assumir uma abordagem diferente, com o objetivo de manter sua competitividade global e assumir a liderança entre as linhas aéreas de bandeira norte-americana nos próximos cinco anos.
Brace ainda afirmou que a empresa está perfeitamente consciente do aumento da competição nas rotas que servem os Estados Unidos e outras partes do mundo e os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis sobre os custos operacionais. "Para ter sucesso, estamos pensando e trabalhando de maneira diferente, com o foco em posições estratégicas de longo prazo", declarou. Brace "Isto está rendendo resultados muito positivos, sobre os quais pretendemos basear nosso crescimento. Nosso plano de cinco anos colocará a United em posição de oferecer um retorno aos seus acionistas e na liderança entre as empresas aéreas de bandeira norte-americana".
De acordo com Brace, o plano de cinco anos determina um foco maior nos serviços premium e a ênfase no núcleo principal dos negócios da empresa. Como parte desse esforço, a United vem tentando eliminar os subsídios cruzados e ter uma visão clara do desempenho de seu negócio principal, sem deixar de agregar valor aos negócios secundários da empresa. "Acreditamos em produzir resultados e aumentar valores para nossos acionistas", disse.
Brace lembrou que a United foi pioneira no esforço das empresas aéreas de adequar a oferta e concentrar serviços nos mercados mais lucrativos. "Os resultados positivos de nosso desempenho têm origem na disciplina com relação à capacidade e preços, na otimização da rede e em novos produtos e serviços que aumentam a lucratividade, como tínhamos prometido".
Entre os fatores positivos citados por Brace estão: a United teve, por larga margem, o maior fluxo de caixa por assento-quilômetro do setor nos últimos 12 meses; pagou, antecipadamente, créditos no valor de US$ 2,7 bilhões; gerou US$ 2 bilhões em fluxo de caixa operacional, apesar dos preços muito altos dos combustíveis; tem mais de US$ 4,2 bilhões em disponibilidade sem restrições; e teve um dos melhores resultados financeiros do setor no terceiro trimestre do ano.

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