A transformação do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães em um aeroporto “hub”, centralizador de operações de vôos para o Nordeste, para minimizar os efeitos da reestruturação da malha aérea brasileira, que levou a perda de 27 vôos para a Bahia foi a proposta defendida nessa sexta-feira (19/10), durante reunião na sede da Secretaria do Turismo. O encontro foi presidido pelo secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, com a participação do presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, a presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal, deputada Lídice da Mata, a presidente da Bahiatursa, Emília Silva e o trade turístico.
Gaudenzi lembrou que está solidário e comprometido com o movimento do trade baiano, capitaneado pelo governo do Estado, através da Secretaria do Turismo, que no último dia 10 enviou uma carta ao Ministro Nelson Jobim, postulando a reformulação da Resolução 6, no sentido de liberar a saída e chegada de vôos regulares e charters diretos de Salvador/Congonhas/Congonhas/Salvador para cidades distantes até 1.500 quilômetros. Mas fez também algumas ressalvas em relação às responsabilidades da Infraero. Ele lembrou que a reestruturação da malha aérea é de competência do Ministério da Defesa e cabe a Infraero a manutenção e funcionamento dos aeroportos. “Infraero não tem função normativa”, afirmou.
São 67 aeroportos administrados pela Infraero em todo o País, dez são rentáveis e 57 deficitários.”A maior fonte de recursos dos aeroportos é o volume de cargas”, afirmou Gaudenzi. Sinalizou, no entanto, a necessidade de ser construída uma segunda pista para operar simultaneamente a principal, no Aeroporto de Salvador, um requisito que pode contribuir para transformação desse equipamento em um aeroporto “hub”. O superintendente regional da Infraero, Elvino Ney Taques, disse que o aeroporto de Salvador está apto a ser um distribuidor de vôos para o Nordeste, é o quinto do Brasil em movimento de cargas e o primeiro do Nordeste em passageiros. O secretário de Turismo de Ilhéus, Hermano Fahning, e Luigi Massa da Câmara de Turismo da Costa do Cacau questionaram sobre os prejuízos que Ilhéus terá com a perda dos vôos e sobre a situação do aeroporto Jorge Amado. Gaudenzi informou que uma equipe da Infraero está elaborando um estudo para resolver o mais rápido possível os problemas do aeroporto de Ilhéus considerado crítico e que a implantação do novo aeroporto da cidade já foi incluída no PAC- Plano de Aceleração do Crescimento.

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