A última palestra da Semana Nacional dos Eventos, proferida pelo administrador Stephen Kanitz no dia 7, abordou os fatores que poderão afetar os negócios e as perspectivas para o mercado até 2010. As tendências demográficas, sociais e econômicas fizeram parte da análise do palestrante, que de maneira descontraída conquistou o público, lotando o auditório no Centro de Convenções Frei Caneca.
Alguns argumentos utilizados por Kanitz reafirmavam o que o jornalista econômico Luís Nassif disse durante sua apresentação, que aconteceu no dia anterior. Stephen afirmou que "é difícil alguma crise afetar muito a economia brasileira, pois hoje temos um administrador no Banco Central, Henrique Meirelles. Os economistas acham que tudo é possível, já os administradores acreditam que no mundo moderno nada pode ser previsto". "Não há crise no mundo que afete um país com R$ 180 bilhões em reservas", completou.
Para Kanitz, a economia brasileira poderá se desenvolver ainda mais entre 2008 e 2009, quando o país poderá integrar o Investment Grade, em que qualquer fundo americano de pensão poderá investir seu capital por aqui. Em sua explanação, ele criticou tanto a mídia que cobre economia quanto os economistas. "Os economistas urubus não conseguem prever o futuro da economia", disse. O palestrante enfatizou que costuma apresentar um cenário positivo do mercado, ao contrário do que fazem os jornais.
Finalizando, foram mostrados alguns pontos que tornarão o Brasil uma potência econômica num futuro próximo, assim como a China e a Índia: aumento da renda, crescimento rápido da população economicamente ativa, contribuição das mulheres no mercado de trabalho, as pessoas idosas ganhando mais dinheiro e o aumento da produtividade individual.

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