Os eventos se consolidaram como um dos principais motores da economia brasileira. Essa foi a principal conclusão apresentada durante o painel “Dimensionamento Econômico do Setor de Eventos – Gestão Econômica: Navegando na Incerteza e Garantindo a Viabilidade”. O painel foi conduzido por Sérgio Junqueira Arantes, CEO do Grupo Conecta Eventos, que apresentou a terceira edição do estudo Dimensionamento Econômico do Setor de Eventos.
O levantamento revela que, no período de 2024 e 2025, cerca de 300 mil empresas realizaram mais de 10 milhões de eventos em todo o país, gerando aproximadamente 12,7 milhões de empregos diretos e indiretos e movimentando R$ 813,5 bilhões, o equivalente a 4,6% do PIB brasileiro.
Os dados reforçam a importância estratégica do setor para a economia nacional e ajudam a consolidar a percepção dos eventos como uma atividade estruturante para diferentes segmentos produtivos. “Durante muitos anos, o setor de eventos foi visto apenas como entretenimento ou atividade complementar. Hoje, os dados dão base científica e mostram com clareza que estamos falando de uma indústria com enorme impacto econômico, social e estratégico para o país”, afirma.
O estudo também aponta a dimensão territorial e social da atividade no Brasil. Ao longo do último ano, foram realizados 10,1 milhões de eventos, que somaram cerca de 1,7 bilhão de participações de público em diferentes formatos e regiões do país.
O estudo de dimensionamento econômico do setor de eventos teve início no começo dos anos 2000, período em que a indústria ainda contava com pouca mensuração estruturada no Brasil. A primeira edição do levantamento, referente aos anos de 2001 e 2002, revelou pela primeira vez a magnitude econômica do segmento.
Naquele momento, o país registrava cerca de 330 mil eventos anuais, 79,9 milhões de participantes, movimentação de R$ 37 bilhões, geração de aproximadamente 3 milhões de empregos diretos e indiretos e arrecadação tributária estimada em R$ 4,2 bilhões.
Mais de uma década depois, em 2013, o setor já demonstrava crescimento consolidado, alcançando R$ 209,2 bilhões de faturamento total, participação de 4,3% no PIB brasileiro, geração de 7,5 milhões de empregos e realização de aproximadamente 590 mil eventos em todo o país.
Segundo Junqueira, a evolução dos números ao longo das últimas décadas evidencia a profissionalização e a expansão contínua do mercado. “Os dados são fundamentais para dar legitimidade ao setor, fortalecer políticas públicas, atrair investimentos e mostrar para o mercado a real dimensão econômica dos eventos”, ressalta.
O estudo também aponta um crescimento acumulado de 355,9% neste século e projeta que, até o final de 2035, a movimentação econômica do setor poderá atingir R$ 1,5 trilhão, ampliando sua participação para 5% do PIB nacional. Além da relevância econômica, a pesquisa destacou avanços relacionados à sustentabilidade, inovação e desenvolvimento humano, reforçando o papel dos eventos como agentes de transformação e conexão em diferentes áreas da sociedade.
“O setor de eventos deixou de ser periférico para ocupar uma posição estratégica dentro da economia contemporânea. Hoje, discutir eventos é discutir desenvolvimento econômico, geração de empregos, conhecimento e impacto social”, conclui Junqueira.

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