Para Isabel Puebla Rodríguez, presidente da Cocal, "os eventos representam uma oportunidade para mudar critérios, opiniões, inquietudes. Também são uma oportunidade de desenvolver pesquisas e projetos conjuntos e atualizar conhecimentos". No painel intitulado "Perspectivas a curto e médio prazo para a região - análises de fortalezas e debilidades", apresentado durante o Cocal 2009, na Costa Rica, Isabel explicou que é preciso introduzir novos produtos para comercialização e venda na América Latina.
Em outro momento, como pontos positivos da região, ela apontou que "as necessidades logísticas, materiais e espirituais dos eventos se traduzem em promoção das regiões, cidades e destinos; investimentos nos empregados, principalmente na qualidade de vida, nos centros de convenções e espaços para eventos, na área de transportes, restaurantes e empreendimentos culturais, históricos e de entretenimento.
Em síntese, os eventos representam um negócio que reporta grandes benefícios nas esferas da ciência, tecnologia, cultura, esporte, entre outros. "Trata-se de um negócio que traz mais benefícios que o turismo de sol e praia", opinou. "Em épocas de crise, como a atual, os eventos podem ter um papel importante na procura de soluções e na realização de ações que permitam superar as etapas difíceis".
No quesito debilidades na América Latina, Isabel acredita que não há unidade, que permita uma ação conjunta para trabalhar nos principais pólos emissores. "Os países se vêem como competidores e não como colaboradores que complementam cada um com as ofertas oferecidas por uma região. Assim, poderiam obter uma cota significativa do mercado internacional de eventos".
Também é preciso - continua a presidente da Cocal - que se fale menos de praias e belezas naturais e mais da infraestrutura para eventos dos destinos. "Ainda são fraquezas na América Latina a formação e capacitação de profissionais, ferramentas de acesso as tendências de mercado internacionais e novas tecnologias".
Brasil modelo
Todos os países da América Latina foram citados na apresentação de Isabel, inclusive o Brasil: "Desde o ano de 2003, quando foi criado o Ministério do Turismo, a Embratur passou a atender exclusivamente a promoção internacional do destino Brasil e estabeleceu uma linha de trabalho super correta, dando enfase ao turismo de negócios e eventos e apoiando o trabalho de captação de diversos destinos dentro do país".
Não ficou de fora comentários sobre a criação da Marca Brasil. Ela até citou os segmentos sol, praia, ecoturismo, aventuras e esportes, cultural e negócios e eventos. "Os resultados foram visíveis nos últimos 5 anos. Em 2002, o Brasil ocupava o 21o. lugar no ranking da ICCA. Hoje, o país está entre os 10 países melhor posicionados", ressaltou.
"A Embratur dispõe, só para captação de eventos, mais de 20 milhões de dólares anuais. No departamento de congressos e eventos do Instituto existe uma politica de captação de reuniões e de cooperação com CVB’s, OPC’s, centros de convenções, associações etc., além de escritórios nos Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, Japão e França, por exemplo". Sem dúvida, a profissional deixou claro que o Brasil é um modelo no que se refere ao incentivo e trabalho de marketing de destino na América Latina.
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A equipe do Portal Viagens e Eventos viajou a convite da COCAL 2009, da Taca Airlines, do Hotel Ramada Plaza Herradura, assistida pela Assist-Card.

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