O Show da Shakira e o Rio de Janeiro

A relevância econômica e institucional do megaevento-Show da Shakira -na praia de Copacabana.A postura diferente da cantora colombiana.Os grandes desafios dos shows gratuitos.

Hoje,quero conversar com você sobre o Show da Shakira,que acontece na próxima segunda,na praia de Copacabana,no Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro ,mais uma vez,dentro do projeto Todo Mundo no Rio vai receber a cantora colombiana Shakira ,em show gratuito ,na praia de Copacabana.Serão ,segundo estimativas da Prefeitura do Rio,2,5 milhões de pessoas ou seja a transformaçãoda orla por uma espécie de cidade efêmera.Serão também milhões de participantes ,à distância.Tais fatos mostram um Rio destino global de entretenimento,que mostra sua capacidade para organizar grandes eventos,com empatia e segurança.

São esperados 278 mil turistas nacionais e 32 mil estrangeiro,a maior parte oriundos da America do Sul,que vão movimentar R$ 776 milhões de reais.É uma oportunidade única de transformar Copacabana num palco de superação de expectativas,no maior palco já montado em Copacabana,com 1500 m2de área,56 metros de altura,uma passarela de 25 metros avançando para o público e 16 telões de led espalhados pela praia.

No entanto,há,à priori uma grande diferença em relação aos shows anteriores de Madonna e Lady Gaga.Shakira demonstra um carinho especial pelo Rio e pelos fãs.Aproxima-se dos mesmos,dá entrevista em português,enaltece a cidade em artigo e agradece por ter a possibilidade de realizar o maior show de sua vida.Fico impressionado com tanta gentileza e respeito.Mostra que muito mais do que uma artista internacional,se apresenta como umser humano que vem para umpaís estrangeiro ,querendo se aculturar e com respeito por nossa Diversidade.

Poucos destinos no mundo temuma movimentação espontânea tão grande que reúne a população anfitriã e os que nos visitam.É um abraço com tanto afeto mas que devemos questionar que legado permanece efetivamente quando as luzes se apagam.É claro que a ocupação hoteleira de quase 100./.em Copacabana,e 80./. na cidade como umtodo,além do dinheiro novo no comercio ,nos restaurantes ,os empregos os empregos temporários devem ser considerados.Eu me pergunto até que ponto o entretenimento dos moradores locais deve ser atrelado a grandes eventos pontuais e não politicas culturais continuas.Celebrar também a musica latina é um novo fato que nos aproxima dos hispanofalantes,que tanto nos admiram.

O próximo dia 2 de maio,com mais de 10 000 integrantes das forças de segurança presentes,com os taxis tabelados algo inusitado está para acontecer:é umcoro coletivo que festeja a identidade hibrida da cantora,entre o local e o internacional,comuma presença de palco magnéticaMais do que um show,é celebração...

Infelizmente,a morte de um trabalhador ,Gabriel de Jesus Firmino,no dia 26 de abril durante a montagem do palco,que ficou preso em um sistema de elevação,sofrendo esmagamento das pernas mostra os bastidores de um trabalho intenso,técnico e arriscado.A engrenagem voltou a trabalhar rapidamente e talvez nenhuma homenagem seja prestada no dia do megaevento.

Como profissional de turismo e umdos responsáveis pelos Embaixadores de Turismo do RJ,torço pelo sucesso e êxito do show .Estou,no entanto ciente do palco de desigulades do Rio,que merece sempre reflexões e lutas constantes.