Novas práticas e proximidade com o consumidor devem nortear o futuro da indústria de eventos

O terceiro painel do Fórum Eventos 2013 teve como objetivo projetar o futuro da indústria de eventos. Entre a proximidade com o consumidor e a chegada de grandes eventos, novas práticas devem ser estimuladas e torna-se indispensável a consciência de que o futuro começa agora.

Gonzalo Perez Constanzo, presidente da IAPCO
No Brasil, 330 mil eventos acontecem todos os dias. Nada menos que 30 são realizados a cada dez minutos. Seguindo essa tendência, o que o futuro reserva para a indústria de reuniões corporativas? Esse foi o debate que norteou os palestrantes no terceiro painel do primeiro dia do Fórum Eventos 2013.

O argentino Gonzalo Perez Constanzo, presidente da IAPCO (International Association of Professional Congress Organizer) deu início aos trabalhos da tarde trazendo dados estatísticos sobre as reuniões da empresa durante todo o ano de 2012. Gonzalo ressaltou que as 2.607 reuniões que ocorreram ano passado representam grande contribuição para a economia, cultura e comunicação de cada lugar onde ocorrem os eventos. Dentro desse contexto, ele destacou a importância da América Latina, mas disse que, no entanto, ainda há muito para crescer. "Construímos hotéis, temos boa infraestrutura, mas faltam serviços adequados. As coisas já estão aqui, precisamos fazer com que aconteçam porque o futuro é agora".

Na sequência, Marina Pechlivanis, diretora da Umbigo do Mundo, comentou aspectos que dificultam os relacionamentos na pós-modernidade, como a falta de tempo e os laços cada vez mais frouxos entre as pessoas. Para ela, para que o futuro seja promissor para as empresas e seus eventos corporativos é preciso enfatizar cinco aspectos: proximidade, tecnologia, boas causas, pertinência e consistência porque "uma marca é aquilo que ela oferece".

Marina Pechlivanis, sócia-diretora da Umbigo do Mundo


Dando continuidade ao painel, Roosevelt Hamam, do conselho da Abeoc, lembrou que o setor de eventos está em constante crescimento no Brasil e, por isso, novas práticas devem ser estimuladas. O painelista destacou que existem grandes desafios na produção de mega eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas superá-los representa visibilidade internacional e novos investimentos para o esporte.

Roosevelt Haman representou a ABEOC


Finalizando o terceiro painel do Fórum Eventos 2013, o presidente da Reed Alcantara Machado, Juan Pablo De Vera, reafirmou as oportunidades e desafios do presente para a construção do futuro. Ele comentou sobre a relação entre o cliente e a empresa e a necessidade do consumidor de ser individualizado, de ter suas necessidades atendidas e também de deixar sua opinião. "É preciso ética, profissionalismo e competência. O Brasil tem raízes muito ricas no setor de feiras e eventos, mas o passado não pode ser projetado no futuro".

Juan Pablo de Vera, presidente da Reed Alcântara Machado