Em seguida, Lisandra Minussi da Euromonitor International apresentou um panorama da economia global e seus impactos no turismo. Segundo sua análise, o mercado está bastante polarizado, com os mercados emergentes em crescimento, enquanto a Europa ocidental permanece estagnada devido à crise econômica. E essa situação deve permanecer pelos próximos 5 anos, destacando-se o crescimento da China e da Índia, um pouco acima dos demais BRIC`s, e os Estados Unidos, que já vem apresentando uma melhoria na sua economia. E essa tendência se reflete diretamente no turismo global, havendo um maior número de visitantes nos mercados com economia mais aquecida, enquanto em países europeus a demanda por viagens vem diminuindo em tempo de estadia e em valores gastos nos destinos. Falando especificamente de Brasil, apesar de termos um crescimento menor do que China em Índia, o gasto médio dos turistas brasileiros é maior, já que somos grandes consumidores, e nosso destino preferencial são Os Estados Unidos.
Falando especificamente de turismo de negócios, o crescimento tem sido saudável após a crise de 2009. Os líderes no segmento são a Ásia e os países do Pacífico com 26% do mercado e os Estados Unidos estão em segundo lugar, com 18%. Já a Europa Ocidental deverá crescer menos nos próximos 5 anos, devido à crise. Essa tendência abrange todos os setores do segmento turístico, envolvendo hotéis e Companhias Aéreas, assim como o Turismo on-line. com relação a este último, devido a popularização dos aplicativos para tablets e smartphones, tem aumentado muito o número de reservas de voos e hotéis via internet e muitos varejistas já vem mudando os focos de suas vendas para on-line.
Finalizando, Lisandra destacou o grande crescimento turístico que o Brasil deverá ter entre 2012 e 2017, atingindo cerca de 6,7 milhões de visitantes, principalmente devido aos mega eventos que teremos no país: A Copa do Mundo a Fifa e os Jogos Olímpicos. Apesar do número de turistas não aumentar necessariamente durante o evento, já que quem não tem interesse no evento não visita o país na época deste, impulsiona o mercado devido a maior exposição do destino na mídia e uma melhora da infraestrutura, que atrai clientes antes e depois dos eventos.

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