História e Evolução da Pizza na Cidade de São Paulo

Se houver uma iguaria que é quase uma unanimidade nacional na aceitação é a pizza. Trata-se de um alimento muito presente na mesa dos brasileiros, principalmente dos paulistanos. Hoje em dia é muito comum sair e ir a uma pizzaria para apreciar a famosa “redonda”, ou utilizar-se dos serviços de entrega por telefone, ou até mesmo pela Internet.

Torna-se difícil especificar sua origem, contudo, podemos dizer que começou no Egito, onde o cultivo do trigo, a produção de farinha e de pão, que era de um tipo achatado, regado com azeite e ervas. Muitos outros povos também faziam uma espécie de receita parecida, e recheavam seus pães com carnes e queijos.

Na Itália começou a ser consumida como sanduíche. Com o passar do tempo tomou a forma que conhecemos hoje, popularizou-se e ganhou o mundo.

Chegou a São Paulo através dos imigrantes italianos que vieram em busca de emprego e oportunidades. Instalaram-se no Sul, onde produziram, entre outras coisas, vinho. Posteriormente chegaram ao Sudeste, onde formaram sua maior colônia e trabalharam nas lavouras de café. Deram origem a bairros como o Brás e o Bexiga.

São Paulo, hoje se torna a capital da pizza e atualmente existem mais de 6.000 estabelecimentos, entre casas especializadas, telepizzas e cantinas que oferecem pizza no cardápio. Nesta se consomem mais pizzas do que em qualquer outro lugar dentro do meu conhecimento e cultura.

Do Egito à Nápoles, estiveram presentes alimentos que nos fazem recordar o preparo e o cozimento de nossa atual pizza. Diversos povos deram a sua contribuição para ela ser como é hoje. Mudou de forma e viajou o mundo todo. Pode ser encontrada em todos os países, e nos últimos quinze anos é um dos alimentos principais de lanchonetes e fast foods em muitos lugares. Além disto, encontramos também uma grande variedade de pizzas congeladas e frescas em diversos supermercados, mercearias, padarias e lojas de conveniência.

No Brasil, a pizza já é uma das primeiras opções na hora de escolher a refeição e é muito mais popular aqui do que na Itália, onde foi criada. Pelas mãos dos colonos chegou a São Paulo para ficar. Estes contribuíram, trazendo sua gastronomia, cultura e fundaram importantes bairros da capital paulista, local onde formaram suas maiores colônias na época das plantações de café.

Na atualidade, no consumo de pizza, os paulistas só perdem para os nova-iorquinos, com quem ‘brigamos’ acirradamente pelo título de capital mundial da pizza para as respectivas cidades.

Em Nápoles, foi imposta uma lei para manter as tradições da confecção de uma verdadeira pizza Napolitana, porém, os pizzaiolos não se limitam a isso no mundo afora, e criam não só diferentes sabores, mas também diferentes formatos, formas de preparo e de cocção. 

Hoje a mesma se torna um prato sofisticado e valorizado, variando dos sabores mais tradicionais, onde se usam deliciosos ingredientes do mediterrâneo, como o tomate, azeite, ervas aromáticas e queijo, até os mais diferentes com recheios exóticos e extravagantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. ALZUGARAY, Domingo; ALZUGARAY, Cátia. Pizza Supimpa. São Paulo: Editora Três, 1988. 42 p.
  2. BARRETO, Ronaldo Lopes Pontes. Passaporte para o sabor. São Paulo: SENAC, 2008. 280 p.
  3. BUSH, Sarah. O Livro das Pizzas e Pães Italianos. São Paulo: Editora Manole, 1997.120 p.
  4. CANELLA-RAWLS, Sandra Cássia. Pão arte e ciência. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2003. 68, 69p.