Quais as melhores estratégias para maximizar resultados? Como utilizar ferramentas de IA (Inteligência Artificial) para definir preços? Esses e outros temas foram abordados no Fórum de Revenue Management do HotéisRIO, organizado na quarta-feira, dia 7 de outubro, de forma online e que contou com mais de 40 executivos de hotelaria.
A primeira apresentação foi realizada por Erica Scherer, representante sênior de vendas da Lighthouse, e teve como foco o uso da IA na precificação de hotéis. Ela ressaltou que os administradores atuais enfrentam um excesso de dados e que é preciso entender quais realmente importam para uma tomada de decisão adequada a cada perfil. “Oferecemos uma plataforma comercial com IA específica para o setor hoteleiro, e que reúne em um só lugar inteligência tarifária, demandas de mercado e inteligência de negócios. Pode ser aplicada a todos os segmentos de hospitalidade, de hotéis independentes a redes”.
Scherer acredita que a IA não substituirá os profissionais de RM (Revenue Management), mas permitirá aumentar as capacidades destes de interpretarem sinais do mercado e tomarem decisões. “É preciso combinar dados, procurar tendências e priorizar o que merece atenção. Por exemplo, se houver um aumento dos voos vindos de um país, como o México, é importante entender como o hotel está dentro desse share de mercado e o que é possível fazer para atrair novos clientes”.
Renata Cassani, executiva da Noctua, empresa de inteligência de mercado especializada nas áreas de hospitalidade, entretenimento e turismo, traçou um panorama do segmento. Segundo ela, os hotéis no Brasil vêm conseguindo apresentar resultados com leve crescimento apesar dos desafios econômicos – a receita de hospedagem cresceu 10,2% no primeiro trimestre e 5,9% no acumulado deste ano. “Copa, eleições e menos turistas argentinos explicam o desempenho. Um dos pontos que precisa melhorar é o preço das passagens, pois as tarifas estão altas e sem perspectiva de queda, o que atrapalha o turismo doméstico”.
Cassani alertou que, para melhorar o retorno, os hotéis não podem atualizar suas tarifas usando apenas o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pois em determinadas áreas da atividade, como A&B (Alimentos & Bebidas) a inflação é maior. “Por isso é essencial calcular orçamentos de forma adequada. Precisamos fortalecer a visão de negócios da área, de forma a não perder margem. No quesito tarifas, chegamos ao topo histórico, mas ainda é possível crescer em ocupação”. Ela acredita que a receita para melhor desempenho em 2027 está em uma equipe competente, geração de novas receitas e maior eficiência em custos. “A&B, internet rápida e bom estado de conservação contribuem para melhores experiências dos hóspedes e são os segredos dos empreendimentos que apresentam maior crescimento em receita”.

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