FOHB analisa legado da Copa do Mundo

Somente as redes hoteleiras associadas ao FOHB estão investindo R$ 7 bilhões em construção e reformas de novos empreendimentos até 2016.

Roberto Rotter


Para Roberto Rotter, presidente do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) o maior legado que um país-sede de uma Copa do Mundo pode receber é a imagem positiva gerada nesse período. E os noticiários recentes e as pesquisas comprovam que o Brasil é a “bola da vez”. "No setor de turismo, acertamos em cheio. A hotelaria comemora os resultados, com índices que superam os 80% de ocupação em datas de jogos e vésperas. São números que contrariaram a expectativa inicial. Além disso, em pesquisa recente divulgada pelo Ministério do Turismo, o item hospitalidade foi um dos mais elogiados pelos turistas, sendo que 95% deles disseram que pretendem retornar ao Brasil", disse ele.

Somente as redes hoteleiras associadas ao FOHB estão investindo R$ 7 bilhões em construção e reformas de novos empreendimentos até 2016. O Fórum também investiu em parcerias para cursos de capacitação e profissionalização. Sobre as contratações, a expectativa é de 28% de crescimento em geração de empregos até 2016, quando 600 mil pessoas estarão trabalhando direta e indiretamente no setor. "Podemos afirmar que essa foi a Copa das Copas. O Brasil é um país de dimensões continentais gigantescas e nem por isso os turistas deixaram de se locomover com tranquilidade", ressalta Rotter.

Segundo o presidente, um grande exemplo são os novos aeroportos e terminais inaugurados para o evento, que surpreenderam na capacidade de operação, além de serem muito bem planejados e esteticamente impressionantes. "A partir de agora, a médio e longo prazo, esperamos um trabalho conjunto entre a iniciativa privada (redes hoteleiras), governos Federal, Estadual e Municipal para a exposição dos destinos nacionais em todo o mundo. Precisamos criar novos atrativos, elaborando uma intensa agenda de eventos para manter o fluxo de visitantes durante o ano todo e garantindo assim a manutenção desses novos e modernos equipamentos e a ocupação dos hotéis por todo o Brasil”, finalizou.

Fonte: FOHB