Os bastidores de projetos reconhecidos no Prêmio Caio 2025 também ganharam destaque no segundo dia de programação do fórum, reunindo profissionais responsáveis por alguns dos cases mais premiados do setor eventos e turismo no Brasil. Conduzido por Sergio Filho, diretor do Prêmio Caio, o encontro destacou a importância de compartilhar iniciativas bem-sucedidas com o mercado. “Este é um painel bastante emblemático, porque representa profissionais e empresas que estão elevando o nível da indústria de eventos no Brasil, mostrando como criatividade, planejamento e propósito podem caminhar juntos”, destacou.
Entre os cases apresentados esteve a celebração dos 100 anos do Itaú Unibanco, apresentada por Ana Helena Ramo Marques de Oliveira, CEO da PromoEventos Marketing Promocional. Segundo ela, o projeto teve como principal desafio transformar o momento de transição da marca em uma experiência memorável e simbólica. “O evento aconteceu em um momento muito importante de mudança de marca. Precisávamos criar uma experiência que traduzisse esse novo posicionamento e, ao mesmo tempo, valorizasse a história da instituição”, explicou.
Realizada na Sala São Paulo, a celebração reuniu convidados para um concerto especial da Osesp e apostou em uma experiência sofisticada, conectada à cultura e ao conceito “Feitos de Futuro”, que marcou as comemorações do centenário do banco. A cenografia e toda a construção narrativa buscaram reforçar a grandiosidade do momento e a conexão histórica do Itaú com a cidade de São Paulo.
Outro destaque do painel foi o projeto de sustentabilidade e ESG da NürnbergMesse Brasil, apresentado por Nadja Bento, COO da empresa. Reconhecida no Prêmio Caio por suas práticas sustentáveis, a companhia compartilhou os desafios e resultados obtidos na gestão de resíduos em grandes feiras de negócios. “Entendemos que cases de sucesso precisam ser compartilhados para mostrar ao mercado que é possível realizar eventos de grande porte com responsabilidade ambiental”, afirmou.
Segundo Nadja, o principal desafio era lidar com o alto volume de resíduos gerados durante os eventos e promover conscientização entre diferentes públicos envolvidos na operação. A empresa conseguiu estruturar processos de separação entre resíduos orgânicos e recicláveis, alcançando média de aproximadamente 40% de reciclagem nos eventos realizados. “Esse impacto vai muito além dos dias de evento. Um projeto de sustentabilidade bem executado permanece na cultura da organização”, completou.
A sustentabilidade também esteve presente no case apresentado por Rose de Paula, fundadora da Expertise Group, “Convenção Nacional” com a Convenção de Vendas Vivo 2025, intitulada “Raízes do Futuro”. O projeto reuniu mais de 3 mil participantes em uma experiência imersiva de oito dias, marcada por integração, arte, cultura e conexão com práticas sustentáveis. Segundo Rose, a cenografia teve papel central para traduzir o conceito do evento. “Criamos ambientes com muito verde, árvores e cachoeiras dentro da estrutura do evento para gerar uma experiência sensorial e reforçar a mensagem de sustentabilidade que a Vivo queria transmitir”, destacou.
Já Sulla Costa, sócia e diretora de Atendimento e Negócios da Núcleo Cenografia, apresentou os bastidores da convenção “BRF – Direto ao Ponto”, realizada para cerca de mil lideranças da companhia no Bourbon Atibaia. Segundo ela, o grande diferencial do projeto foi transformar a cenografia em parte da narrativa da experiência, promovendo uma jornada imersiva desde a chegada dos participantes.
“A cenografia traduz comportamento, conexão e fluidez. Existe um planejamento invisível extremamente minucioso para que o participante se desconecte do mundo externo e mergulhe completamente naquela experiência”, explicou.
Com ativações de marca, arena imersiva e uma operação técnica complexa executada ao longo de sete dias, o projeto alcançou índice de aprovação de 99,9% entre os participantes.
Mais informações em: www.forumeventos.net

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