Estande Réplica da P-50 na Rio Oil & Gas 2006 – A auto-suficiência do Petróleo Brasileiro feita a mão.

Os Desafios do estande do Sinergy Group na Riol Oil & Gas foram imensos. Os objetivos eram muitos. O Grupo acabara de ser formado pela união das gigantes da construção Naval e Energia: Marítima, Petrosynergy, Estaleiro EISA, Estaleiro Mauá-Jurong e também pelo braço de transporte aéreo Ocean Air. Foi o ano marco para a indústria Naval e Energética Brasileira pois foi lançada pela Petrobrás a plataforma P-50, símbolo da auto-suficiência na produção de petróleo Brasileira. Para congregar estes feitos, no espaço reservado para o Grupo na Rio Oil & Gas 2006, duas ilhas de 200m² cada, pensou-se em caracterizar o posicionamento no evento através do lançamento da proposta de se construir uma réplica da plataforma, reunindo todas as necessidades de infra-estrutura para o evento (salas de reuniões, áreas vip, depósitos, áreas de exposição, etc.) e simbolizando a orientação de todas as empresas do grupo e parceiros para um mesmo rumo, sobre um mesma missão, participar da construção de uma nova indústria Naval e Energética Brasileira. Deu-se assim o início da participação da Surreal na obtenção da Solução que marcou a Rio Oil & Gas 2006. o:p>

A principal característica do estande da Sinergy na Rio Oil& Gas era manter a proporcionalidade da Plataforma ao mesmo tempo que criou-se uma simetria em todo o estande, não por isso, posicionar a proa da Plataforma direcionada para o Estande da Petrobras não foi por acaso. A parceria entre estas duas empresas é muito grande e o visitante que entrasse na feira, passasse por dentre as duas ilhas da Synergy, caminhando supostamente por dentro da plataforma, onde se encontrava o memorial das Plataformas da Petrobras construídas pelo grupo Sinergy, presenciaria um pouco da história da indústria Naval Brasileira e ao final da trajetória daria de frente para o estande Petrobras. o:p>

O impacto desta solução para o visitante foi enorme, pois, de um lado havia uma plataforma cortada longitudinalmente com estruturas anexadas permitindo a utilização e aproveitamento máximo da área do estande ao mesmo tempo mantendo a idéia inicial de cenografar a P-50, nesta lateral direita estavam todas as salas de reunião e espaços para exposição de parceiros do grupo e principais fornecedores viabilizando a participação destes no evento. Do outro, simetricamente projetado, o espaço foi reservado para convivência, confraternização e ações promocionais. Em âmbito geral, obteve-se um grande resultado para o grupo pois o grande receio era o mercado não perceber que as empresas tradicionais deste trade que eles estavam acostumados a ver isoladamente, na verdade, a partir deste evento, formavam o Sinergy Group. Houve a percepção almejada e mais, a solidez do grupo, ousadia, inovação, enfim, todos os conceitos traduzidos no projeto foram percebidos pelo público de forma que as metas estipuladas foram alcançadas com maestria, principalmente a visão de comprometimento com a indústria Naval brasileira traduzido de duas formas: a réplica da P-50 e o memorial central voltado a todas as plataformas construídas pelo grupo. o:p>

A construção do estande contou com desafios também. O principal foi reproduzir a proa de um navio, isto porque trabalhando com madeira, que é de costume em construção de estandes, não se obtém raios em planos perpendiculares, ou seja, a madeira não faz duas curvas e a proa de um navio é basicamente formada por um esqueleto chapeado de ferro, o que traz flexibilidade na modelagem no casco. Para resolver o problema, aplicamos alguns conceitos de construção naval no estande, aproveitando o expertise de um dos sócios da Surreal, formado em engenharia Naval. A plataforma foi seccionada em projeto para criar “vértebras” que serviriam de guia para o chapeamento e modelagem do casco. O Bulbo, bico da plataforma em formato de cápsula, foi produzido em isopor com acabamento em fibra de vidro, método usado em cenografia para modelagem de personagens e cenários em geral. Mas isso não bastava, pois dentro de todo o planejamento da execução, a logística envolvida era gargalo para a construção, pois como toda a construção foi concentrada em São Paulo, as peças deveriam ser produzidas levando em conta as dimensões da carreta que as transportaria. O encaixe das peças na montagem, por este motivo, deveria ser perfeito pois o acabamento geral poderia ser debilitado dada a baixa resistência a torção dos materiais envolvidos na construção. Ao final, estande entregue, evento iniciado, e todo o resultado planejado e almejado começou a ser obtido. Visitantes realmente passavam pelo meio das duas ilhas, como se estivessem entrando na plataforma. o:p>

A percepção e sensação do público foram, segundo pesquisas de boca de urna feitas pelo cliente, as de realmente estarem dentro de um navio ao mesmo tempo em que conheciam a história das plataformas cronologicamente dispostas neste corredor e culminando com a chegada ao estande da Petrobrás, o grande foco do evento. Todo o aprendizado do processo foi extremamente intenso. o:p>

O fator principal para o sucesso do projeto foi, além do planejamento minucioso e gerenciamento constante, o comprometimento com o processo, as vezes até traduzido em paixão, por todos do time, foi decisivo para que os resultados fossem claros para todos. O grupo conseguiu fixar a nova identidade de marca no evento, o novo posicionamento, e mais do que isso, agregar à marca, valores importantes que permeiam a filosofia das empresas da holding. Por ser um grupo de capital internacional, obteve-se também a imagem de empresa comprometida com o Brasil, com o desenvolvimento tecnológico e independência a partir de seus recursos naturais. o:p>

*Diego Carbonari é diretor da Surreal Design Promocional Estratégico


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