Em um cenário cada vez mais orientado por dados e automação, a conexão humana continua sendo o principal motivo que leva pessoas aos eventos presenciais. A partir dessa reflexão, Vanessa Martin, da VM Consultoria, e Tatiane Figueiredo, da ESPM, conduziram a palestra “A Revolução dos Dados e Tecnologia: Inteligência Artificial na Gestão de Eventos”, que destacou como o uso estratégico de dados, analytics e inteligência artificial pode ajudar empresas a criar experiências mais personalizadas, eficientes e orientadas a resultados.
Vanessa abriu o painel e reforçou que a tecnologia não substitui a experiência humana, mas amplia a capacidade de interpretação, personalização e tomada de decisão dos gestores. De acordo com os dados apresentados, 49% dos participantes frequentam eventos em busca de networking e relacionamento, índice superior ao interesse por conteúdo, que aparece com 43%, o que mostra que o principal valor entregue pelos eventos continua sendo a conexão entre pessoas.
“Mesmo em um ambiente cada vez mais tecnológico, o fator humano continua sendo central na experiência presencial. Hoje, a conexão entre participantes aparece como a interação mais desejada pelo público, porque o evento entrega presença, interação, pertencimento e experiências memoráveis”, afirma Vanessa.
Para ela, o futuro do profissional de eventos será cada vez mais estratégico e orientado por dados, enquanto a IA deve atuar como suporte para automatizar tarefas repetitivas, acelerar análises e ampliar a capacidade operacional das equipes.
Entre as recomendações para empresas e profissionais que desejam implementar inteligência artificial nos processos estão a automação de tarefas operacionais, o aproveitamento de dados históricos de CRM e eventos anteriores, além da necessidade de validação humana em todas as etapas da tomada de decisão.
“A jornada completa dos dados começa no planejamento, passa pela execução em tempo real e termina na mensuração dos resultados. Nesse processo, a IA pode atuar em análises preditivas, segmentação de públicos, monitoramento de comportamento presencial, análise de sentimentos em tempo real e personalização de experiências em escala”, destaca.
O aplicativo da Yazo, utilizado durante o evento, foi citado como exemplo prático de ferramenta capaz de integrar networking, conteúdo, comportamento de participantes e geração de negócios em uma única plataforma baseada em inteligência artificial.
Em sua fala, Tatiane destacou a necessidade de ampliar a cultura de mensuração dentro do setor de eventos. “Muitas empresas ainda limitam a análise de resultados ao retorno financeiro imediato, enquanto métricas relacionadas à percepção de marca, engajamento mental, lealdade e intenção de recomendação ganham cada vez mais relevância”.
Para ela, os relatórios de pós-evento precisam deixar de apenas informar números e passar a construir argumentos estratégicos capazes de demonstrar impacto real para patrocinadores, marcas e lideranças corporativas. Além disso, é preciso reservar orçamento específico para tecnologia e análise de dados dentro do planejamento dos eventos.
“Hoje, o público deixou de ser apenas uma lista de convidados e passou a ocupar um papel estratégico dentro dos eventos. A inteligência artificial ajuda a interpretar dados, identificar padrões e ampliar a capacidade de personalização, mas o diferencial continua sendo humano. O futuro pertence às organizações que conseguirem integrar tecnologia, dados e humanidade de forma harmônica”, conclui Tatiane.
O Fórum Eventos 2026 está acontecendo na Villa Blue Tree, em São Paulo, segue até às 19h. Mais informações em: www.forumeventos.net

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