Cuidado: os negócios da Copa 2014 já começaram no Brasil JOSÉ ESTEVÃO COCCO

O mercado brasileiro já está descobrindo o enorme potencial de negócios que a Copa de 2014 vai gerar no país nos próximos 4 anos e alguns meses. No ano do evento, poderá ser acrescentado ao redor de 2% ao PIB, baseando-se nos outros países que sediaram as últimas Copas (Coréia 2,2% e Alemanha (1,7%). Ao redor de 50 bilhões de reais. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas e tão somente 12 vão ser sedes dos jogos. O que os restantes das cidades poderão fazer para tirar proveito das oportunidades geradas pela Copa? Não vamos entrar em números por falta de espaço nesta matéria. Mas todos sabemos das grandezas deles. Considerando esse potencial e a necessidade de profissionalizar as atividades, com objetivo de rentabilizar os investimentos físicos e financeiros, as empresas de marketing devem se estruturar para prestar assessoria, consultoria e serviços em marketing esportivo e de relacionamento, comunicação, treinamento, entretenimento, consultoria em infraestrutura e gestão, entre outras atividades de marketing promocional. (Já vemos no mercado a aparição de oportunistas se antecipando às empresas sérias e capacitadas colocando seus produtos e “serviços” tendo como base a Copa do Mundo e as Olímpiadas. Precisamos, urgentemente, neutralizar essas ações que sempre terminam prejudicando o setor.) Uma ideia, um produto, um serviço ou um evento tem possibilidades quase infinitas de exploração das suas utilizações e significados. A criação ou ideia em si não é nada quando comparada com todas as suas potencialidades. Os dois maiores eventos mundiais, Copa do Mundo e Olímpiadas, oferecem milhares de chances de aproveitamento, para países, povos, atletas, populações e empresas públicas ou privadas. Oportunidades em prestação de serviços, coordenação e intermediação, eventos, turismo, treinamento, entretenimento, assessorias esportiva e de marketing entre outras. Metodologia para trabalhar junto aos comitês das cidades, valorizando seus pontos positivos e preparando lideranças. Produtos que gerem renda para a cidade, de acordo com a vocação de cada uma. Projetos comunitários em áreas como saúde, alimentação e inclusão social através do esporte. Eventos paralelos (FanFest) que possam atrair turistas durante todo o período dos jogos. Enfim, o Brasil terá praticamente uma década de marketing esportivo e promocional. Uma década de emoção e paixão para serem aproveitadas pelo mercado realizando eventos e prestando serviços para praticamente todos os segmentos da população. A bola está pingando na área. Quem chutar primeiro tem mais chance de fazer o gol.