A relação Brasil e China cresce a cada dia. Acordos firmados, visitas de representantes e promoção de intercâmbios de todo tipo estreitam as relações entre os dois países. Segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, em 2009 mais de 28 mil chineses nos visitaram. Já em 2010, o número chegou aos 38 mil.
O fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais trouxeram, por exemplo, esta semana, a Brasília, o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, e uma delegação formada por ministros de Estado. E essa aproximação vem sendo praticada há tempos. Em 2004, foi assinado o ‘Memorando de Entendimento entre o Ministério do Turismo e a Administração Nacional de Turismo da China’, que concedeu ao Brasil o status de ‘Destino Aprovado’ (ADS).
Em 2010, o MTur credenciou 70 agências de viagem de turismo para atender grupos de turistas chineses. E em janeiro último, o ministério promoveu chamada pública com os requisitos exigidos para selecionar novas agências que tenham interesse no segmento. O resultado sairá dia 10 de março.
Hoje, a China é a principal parceira comercial do Brasil, mas ainda há entraves. A abertura para produtos manufaturados vindos daquele país tem provocado queixas da indústria nacional. Além disso, exportações agrícolas e pecuárias encontram dificuldades, diante das barreiras impostas pelos asiáticos. O ministro do turismo, Gastão Vieira, defende a aproximação: “Estreitar os laços com a China é muito importante. O fluxo de asiáticos ainda é baixo, mas o turismo de negócios pode abrir oportunidades para outros tipos de turismo”.
A China é hoje o terceiro país do mundo que mais gasta com o turismo no exterior - na faixa dos U$$ 55 bilhões. E com a presença dos chineses no Brasil ficou constatada algumas diferenças em relação ao turista ocidental. “O chinês não é um turista de sol e praia. Ele gosta de conhecer a estrutura da natureza do país visitado e seu ecoturismo. Por isso, temos que nos preparar para oferecer o que eles gostam de ver”, confirmou o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.

Comentários