Baseada em uma norma britânica, a ISO 20121 foca no setor de eventos, buscando torná-los não somente sustentáveis, mas também economicamente viáveis. Também leva em conta o aspecto social, considerando o impacto que o evento causará no destino em que é realizado. Com relação à APEX, trata-se de um conjunto de normas muito mais restritivo. Enquanto a ISO orienta as empresas no gerenciamento do evento, buscando uma melhoria contínua por meio de treinamento de equipes e mudança de cultura, a APEX obriga o evento a seguir normas específicas pré-definidas, garantindo que atendam a critérios mínimos de sustentabilidade. O foco das normas envolve todos os colaboradores, cobrindo diferentes aspectos como: audiovisual e produção, destino, hospedagem, alimentação, transporte, exibição, marketing e material de comunicação, que são posteriormente mensurados. Após a realização do evento, os resultados alcançados pelo evento em termos de sustentabilidade são medidos pelo GRI. Por meio de relatórios padronizados, podem ser comparados os resultados obtidos por diferentes eventos, avaliando-os em diversos aspectos quanto ao trabalho realizado em busca de um menor impacto ao meio ambiente e o mais sustentável possível.
Seguiu-se a apresentação de Fernando Beltrame, sócio presidente da ECCAPLAN Consultoria em Desenvolvimento Sustentável, que discorreu sobre as ações ambientais realizadas em eventos no Brasil. Com o advento da internet e a consequente transparência das empresas, tornou-se primordial a preocupação com o uso consciente da água, os níveis de emissão de carbono, a reciclagem do lixo, entre outras, no planejamento de eventos. Ao final, Beltrame, citou alguns cases onde houve uma preocupação com a sustentabilidade do evento, como o Show do Elton John em São Paulo, o Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus, a Rio + 20 e a Conferência do Clima da ONU.
Convidada a fazer algumas observações sobre o tema, Flávia Goldenberg, sócia diretora da Sob Medida Gestão em Sustentabilidade, fez uma importante observação para o público presente: “O planeta Terra continuará, nós seres humanos é que precisamos saber se queremos continuar a viver bem nele. A nossa qualidade de vida no futuro dependerá de como cuidamos do nosso planeta no presente”. Apesar de não existir uma associação que controle o número de eventos que acontecem no país, sabe-se que é um mercado muito grande e é necessário que haja uma profissionalização cada vez maior, assim como uma preocupação crescente com a diminuição do impacto negativo e a potencialização dos efeitos positivos no ambiente onde acontece cada evento.

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