O objetivo, segundo António Brito, da New Events, organizador da Confexpo, “foi trazer empresas que têm em curso projetos de internacionalização, dando-lhes conteúdos do ponto de vista do conhecimento sobre como participar em feiras, entender a cultura e respeitar a diversidade na negociação”. A par disto, o organizador afirmou ainda que o certame permitiu também o relacionamento entre os participantes e o estabelecimento de uma rede de networking. “Apenas a apresentação de conteúdo já não é o suficiente para tornar um evento como este eficiente. É fundamental viabilizar o relacionamento e o contato entre os participantes.”
Um ponto abordado durante a Confexpo foi o das mudanças registadas nas feiras. Todos reconhecem que elas estão mudando, embora a sua existência continue a fazer sentido pois potencializam o relacionamento. E a primeira mudança está relacionada com a alteração do tipo de visitantes. Hoje quem vai a uma feira sabe o que procura, marca reuniões com os players do seu mercado e organiza minuciosamente a sua visita. É por isto que empresas que vão a feiras, querem um evento dirigido ao seu ramo de negócio e, é igualmente por isso, que os expositores e organizadores devem responder com novas dinâmicas e mecanismos que vão de encontro ao que os visitantes procuram. Um das tendências são, justamente, feiras mais focadas, segmentadas e de nicho que respondem concretamente às necessidades dos visitantes.
Assim, durante os vários painéis da Confexpo foi possível concluir que as oportunidades não deixaram de existir, pelo contrário, estão mudando e que, por isso mesmo, cabe aos promotores dos eventos perceber que são cada vez menos vendedores de metros quadrados e cada vez mais geradores de oportunidades de negócio. António Brito reforçou isto, afirmando que, “atualmente as empresas procuram visibilidade, e isso já não se consegue apenas com um stand de maior dimensão, mas sim com elementos que marquem a diferença face aos seus concorrentes.”
Questionado sobre se os portugueses têm capacidade de exportar formatos inovadores em matéria de realização de feiras e eventos, nomeadamente para países com influência portuguesa e espanhola, Brito considerou que “sim, que há formatos que podem, e devem ser exportados para outros mercados”, sublinhando, no entanto, que “é preciso dar atenção às diferenças culturais entre os países e, sobretudo, perceber bem qual o mercado em que se pretende entrar e, se for preciso, adaptar o conceito dessa feira ou evento ao país em questão.”
No final do evento, algumas empresas portuguesas falaram sobre a sua experiência em feiras internacionais e dos cuidados que devem ter para que o investimento seja um sucesso e se traduza em retorno efetivo.
A Confexpo terminou com a cerimónia de entrega dos diplomas do CEM – Certified in Exhibition Management, certificados que reconhecem e atestam a capacidade dos profissionais em exercer e desenvolver atividades de gestão na realização de eventos a nível internacional.
Sobre o balanço da Confexpo, António Brito definiu o resultado final como “extremamente positivo, tendo correspondido às expectativas, sobretudo porque o público se mostrou muito interessado e satisfeito com o conteúdo e os oradores. O objetivo maior foi cumprido, e esse passou por fornecer informação e conhecimento às empresas que estão, ou vão iniciar, um processo de internacionalização e que querem faze-lo com absoluto sucesso”.

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