Cetur leva debate sobre inovação e políticas públicas para o turismo na Cocal 2026

Alexandre Sampaio e Aline Lopes apresentaram iniciativas de competitividade, sustentabilidade e fortalecimento do turismo de eventos durante a 42ª edição da Cocal, em Fortaleza Alexandre Sampaio e Aline Lopes apresentaram iniciativas de competitividade, sustentabilidade e fortalecimento do turismo de eventos durante a 42ª edição da Cocal, em Fortaleza

Alexandre Sampaio

Alexandre Sampaio e Aline Lopes apresentaram iniciativas de competitividade, sustentabilidade e fortalecimento do turismo de eventos durante a 42ª edição da Cocal, em Fortaleza

Fortaleza recebeu, nos dias 1º a 3 de julho, a 42ª edição do Congresso da Associação da Indústria de Eventos da América Latina (Cocal), considerado o maior encontro do setor no continente. Após 11 anos fora do Brasil, o evento voltou ao País e reúne cerca de 600 participantes de 32 nações para discutir inovação, políticas públicas, tecnologia, acessibilidade e o futuro da indústria de eventos.

Representando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o diretor responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da entidade, Alexandre Sampaio, e a gerente do Conselho, Aline Lopes, participaram da programação levando ao debate a importância da articulação institucional, das políticas públicas e do fortalecimento do turismo de eventos como vetor de desenvolvimento econômico e social.

A realização da Cocal em Fortaleza é fruto de uma candidatura conjunta da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) Brasil, Abeoc Ceará, Fortaleza Convention & Visitors Bureau/Visite Ceará, Secretaria do Turismo do Ceará e Secretaria do Turismo de Fortaleza, com apoio da Embratur. Também participou do evento o presidente da Fecomércio-CE, Luiz Fernando Monteiro Bittencourt.

O papel do Sistema Comércio

Em sua apresentação, Alexandre Sampaio falou sobre o papel estratégico e o impacto do Sistema CNC-Sesc-Senac na promoção do desenvolvimento do turismo e na integração com a indústria de eventos, destacando iniciativas como a Semana S do Comércio, considerada o maior evento do Sistema Comércio que mobilizou milhões de atendimentos e participantes em todo o País no mês de maio deste ano, em sua segunda edição.

Ao discutir a relevância do setor para a economia nacional, Sampaio ressaltou a capacidade dos eventos de impulsionar cadeias produtivas, gerar oportunidades e fortalecer os destinos turísticos brasileiros.

Os eventos são instrumentos fundamentais para dinamizar a economia, conectar pessoas e valorizar os territórios. O fortalecimento desse setor passa pela integração entre poder público, iniciativa privada e instituições que trabalham pelo desenvolvimento sustentável do turismo e da hospitalidade”, afirmou.

Segundo ele, a construção de ambientes favoráveis à realização e à captação de eventos exige investimentos contínuos em qualificação, inovação e governança, elementos que contribuem para ampliar a competitividade dos destinos brasileiros no mercado internacional.

Políticas públicas como alicerce

No painel sobre legislações, projetos e políticas públicas que impactam os eventos, Aline Lopes apresentou as iniciativas desenvolvidas pelo Cetur e o papel estratégico do movimento Vai Turismo na construção de propostas para o setor.

A gerente destacou que a CNC atua para criar condições favoráveis ao desenvolvimento do turismo sustentável, entendendo a atividade como um importante motor de geração de empregos, renda e divisas para o País. O Cetur, órgão consultivo e propositivo da CNC, reúne atualmente 32 associações empresariais nacionais e câmaras e conselhos de turismo das 27 Federações do Comércio estaduais, promovendo o diálogo e a construção de soluções para o setor.

O fortalecimento da indústria de eventos depende de políticas públicas construídas de forma colaborativa, capazes de ampliar a competitividade dos destinos, estimular a inovação e gerar benefícios permanentes para as comunidades locais”, salientou Aline Lopes.

Durante a apresentação, ela também ressaltou que o turismo defendido pela CNC está baseado na prosperidade compartilhada, na preservação das identidades locais, no respeito às comunidades anfitriãs e na proteção ambiental, princípios que devem orientar igualmente o segmento de eventos.

Vai Turismo amplia participação do setor

Outro destaque da participação do Cetur foi a apresentação do novo ciclo do movimento Vai Turismo, iniciativa de mobilização nacional que conecta lideranças e instituições para estimular políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico sustentável do turismo.

O programa reúne um painel de inteligência competitiva e um conjunto de propostas construídas coletivamente pelo setor. No ciclo 2027-2030, mais de 800 instituições participaram das discussões, envolvendo mais de 1.300 lideranças e resultando na validação e priorização de 726 propostas, com forte presença de representantes da indústria de eventos, organizadores e Convention & Visitors Bureaux.

Segundo a gerente do Cetur, essas iniciativas contribuem diretamente para fortalecer a capacidade dos destinos de captar eventos, ampliar a integração entre os diversos atores da cadeia produtiva e potencializar os impactos econômicos e sociais da atividade turística.