Centenário da imigração japonesa ganha exposição em shopping

Exposição se completa com workshops, que ensinarão aos participantes técnicas japonesas e a criação de delicadas lembranças para o Dia dos Namorados

A partir de 24 de maio até 12 de junho, a Praça de Eventos do Raposo Shopping ganha belíssimo cenário para ambientar uma exposição comemorativa do centenário da imigração japonesa no Brasil – a maior colônia fora do Japão. Junto aos objetos orientais, a cenografia inclui jardim típico, com bambu, cascalho branco, plantas naturais; lanternas; a tradicional árvore dos desejos; os graciosos bonecos “Daruma”, antigos talismãs, hoje também utilizados em decoração; entre outros elementos selecionados para encantar e proporcionar aos visitantes mais conhecimentos  sobre essa cultura milenar.

Workshops de origami e shodô revereciam o tema “amor”

Estendendo a comemoração ao Dia dos Namorados, a exposição se completa com a realização de vários workshops diários, de 24 de maio a 12 de junho, das 14h às 20h. A participação é gratuita e aberta a pessoas acima de 14 anos. Duas profissionais caracterizadas com quimonos permanecerão no espaço para ministrar os cursos e apresentar a exposição.
 
O workshop de origami – arte japonesa de dobradura em papel, ensinará aos participantes a confecção de formas românticas, como um coração que pode ser utilizado também como cartão para presentear os namorados. A antiga técnica é aplicada a partir de papel quadrado, sem cortes, e que pode ter faces de diferentes cores. A palavra origami é a junção de “ori”, dobrar, e “kami”, papel. De acordo com a cultura japonesa, a pessoa que fizer origamis poderá ter um importante desejo realizado.
 
O workshop de shodô – arte milenar que utiliza os caracteres da caligrafia japonesa como forma de expressão artística, ensinará aos interessados a escrita de palavras como felicidade, paixão, amor, carinho, entre outras que remetam à pessoa amada. "Sho" significa caligrafia/escrita, e "do" quer dizer caminho. Para os japoneses, a caligrafia tornou-se mais do que um meio de comunicação e, ao longo da história transformou-se em atividade artística, religiosa e até em forma de meditação. As escolas japonesas mantêm o shodô no currículo escolar e utilizam como matéria prima tinta à base de carvão, pincéis e papel branco. (VB)