Com a emergência climática influenciando decisões globais e locais, tendências como cenografia sustentável, redução de impactos, inclusão e valorização de conhecimentos e práticas locais devem se consolidar como pilares na concepção de feiras, ativações e grandes encontros a partir de 2026. Esses movimentos têm potencial para redefinir padrões no Brasil e orientar um novo modelo de produção, mais responsável, inovador e alinhado às expectativas de um público cada vez mais consciente. A transição ecológica já não é um discurso distante: ela está acontecendo agora e é urgente, influenciando diretamente a forma como encontros, feiras, ativações e convenções serão planejados daqui para frente.
A COP30 (30ª Conferência das Partes) é um encontro envolvendo líderes globais de diversos países, que acontece desde 1995. De 10 a 21 de novembro, Belém do Pará foi palco de negociações e debates de propostas que tinham como objetivo frear o aquecimento global, reduzir os combustíveis fósseis, investir em fontes de energia menos poluentes e zerar o desmatamento. Com mais de 42 mil participantes e dezenas de pavilhões temáticos, a conferência funcionou como um grande “laboratório vivo” de soluções.
A seguir, a LGL Case destacou 5 tendências que podem moldar o setor de eventos e impactar positivamente as marcas e o público, confira.
1. Eventos carbono zero se tornam requisito
A neutralização de emissões de carbono é fundamental para qualquer evento que pretenda contribuir com o meio ambiente. Esse processo envolve mapear, reduzir e compensar os gases emitidos, de modo a minimizar o impacto ambiental. Para isso, são adotadas medidas como uso racional de recursos, melhoria no transporte, manejo adequado dos resíduos e, por fim, a compensação das emissões que não puderem ser evitadas por meio de créditos de carbono certificados - que basicamente é uma forma de comprovar que esses gases poluentes foram reduzidos ou retirados da atmosfera por meio de projetos ambientais que retiram ou reduzem CO₂ da atmosfera.
2. Cenografia reutilizáveis são o caminho
A cenografia é integrante essencial para um evento bem executado. Soluções cenográficas reutilizáveis, redução de descartáveis, compostagem e uso de fornecedores locais estiveram em destaque. A COP30 mostrou que modelos circulares reduzem impacto e custos, sem comprometer a experiência.
Um exemplo concreto desse princípio é o Sports Summit São Paulo, realizado recentemente com produção da LGL Case. O evento alcançou 97% de materiais sustentáveis nos estandes, substituindo lonas impressas por tecidos ecológicos e priorizando soluções reaproveitáveis. Em parceria com o Grupo Primavera, os tecidos foram transformados no pós-evento em lençois, almofadas e bonecas de pano, gerando renda para famílias e estendendo o ciclo de vida do material. É economia circular aplicada na prática.
3. Tecnologia focada em eficiência e sustentabilidade
Sensores de fluxo, plataformas de gestão de energia, credenciamento 100% digital e sistemas de monitoramento de impacto ambiental foram amplamente adotados. A tecnologia passa a atuar não só na experiência do público, mas na própria operação sustentável do evento.
4. Curadorias mais diversas e conectadas ao território local
A COP30 mostrou que a escolha dos palestrantes e dos conteúdos dos eventos está mudando. Ter pessoas da Amazônia, moradores das comunidades da região e jovens participando das conversas tornou a relação mais real e próxima da vida de quem vive na região . Cada vez mais, eventos de empresas e instituições estão trazendo diferentes pontos de vista para que o conteúdo seja mais verdadeiro, tenha mais credibilidade e converse melhor com o público.
5. Brasil na mira de eventos internacionais e sustentáveis
O legado da COP30, com investimentos em infraestrutura, turismo e espaços de convenções, fortalece o Brasil como destino estratégico global para eventos. Esse movimento deve estimular empresas a priorizarem locais alinhados à agenda ESG.
“Nesse novo contexto, organizações que se adaptarem rapidamente às práticas discutidas na COP30 terão vantagem competitiva, seja pela redução de custos operacionais, pelo atendimento a exigências de grandes marcas e investidores, ou pela capacidade de entregar experiências alinhadas às expectativas de um público e de um mercado cada vez mais orientados por responsabilidade socioambiental”, finaliza Gustavo Costa, CEO da LGL Case.
A COP30 reforçou que a sustentabilidade não é mais tendência, mas uma diretriz operacional. Organizações que se adaptarem às práticas destacadas na conferência terão vantagem competitiva no novo cenário do setor de eventos.

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