Brasil e mundo: o setor de eventos diante de uma nova escala

Três dimensionamentos brasileiros, os novos indicadores globais e o que eles revelam sobre o futuro

O setor de eventos entra na segunda metade desta década em uma posição que parecia improvável no início do século. Já não precisa provar que existe como importante atividade econômica. Precisa demonstrar como uma atividade dessa escala pode gerar mais produtividade, conhecimento, reputação, desenvolvimento territorial e legado.

No Brasil e no mundo, os dados mais recentes confirmam a recuperação completa do presencial, a consolidação de portfólios multiformato e o avanço de uma nova agenda: inteligência artificial, integração de dados, sustentabilidade verificável, acessibilidade, segurança, saúde ocupacional e mensuração de retorno. A questão central deixou de ser a sobrevivência do setor depois da pandemia. Passou a ser a qualidade de seu crescimento.

Três fotografias de uma transformação brasileira

Os três Dimensionamentos Econômicos do Setor de Eventos oferecem algo raro no Brasil: uma série histórica capaz de revelar não apenas o tamanho alcançado, mas a mudança de natureza da atividade.

O I Dimensionamento, realizado com dados de 2001, estimou aproximadamente 330 mil eventos por ano, 79,8 milhões de participantes e faturamento nominal de R$ 37 bilhões. O estudo calculou 727,6 mil empregos diretos e terceirizados e, ao incorporar os indiretos, chegou a 2,9 milhões de postos de trabalho. A participação econômica foi estimada em 3,1% do PIB.

O II Dimensionamento, com ano-base 2013, registrou 590.913 eventos em 9.445 espaços, 202,2 milhões de participações e R$ 209,2 bilhões de faturamento. A atividade respondeu por 4,32% do PIB, mais de R$ 48 bilhões em tributos e cerca de 7,5 milhões de empregos diretos, terceirizados e indiretos.

O III Dimensionamento, com ano-base 2024, mostra uma expansão muito mais ampla: universo estimado de 300 mil empresas, R$ 813,5 bilhões de faturamento, 12,7 milhões de postos de trabalho e participação de 4,6% no PIB.

A terceira edição atualiza e amplia a tipologia, incorpora novas concepções e formatos — inclusive virtuais e híbridos — e trabalha com uma cadeia empresarial mais abrangente. Por isso, a leitura histórica deve privilegiar os indicadores cuja comparação foi metodologicamente tratada pelo próprio estudo: faturamento em valores deflacionados e empregos diretos e terceirizados.

Uma dimensão ainda subestimada

Mesmo impressionantes, os resultados do III Dimensionamento não representam toda a economia brasileira dos eventos. A própria metodologia informa que eventos de rua, competições esportivas e grandes festivais tradicionais não foram incorporados às estimativas quantitativas. A exclusão decorreu da dificuldade de mensurar iniciativas com múltiplos organizadores, extensa cadeia informal, forte participação do poder público e estruturas temporárias de grande escala.

Isso deixa fora do cálculo consolidado manifestações de enorme impacto, como o Carnaval de Rua, as festas de São João, o Festival de Parintins, o Círio de Nazaré e as Festas do Peão. Também ficam fora acontecimentos extraordinários, como o show de Lady Gaga em Copacabana, que mobilizam multidões e ativam hospedagem, alimentação, transporte, comércio, segurança, montagem e serviços públicos.

O mesmo cuidado vale para o agro. O estudo reconhece feiras agro, exposições rurais e leilões entre suas categorias, mas a cobertura quantitativa dessa economia ainda é insuficiente diante da capilaridade, da informalidade parcial e da diversidade das feiras, exposições, rodeios e eventos técnicos realizados no interior do país..

Nos esportes, há uma aparente contradição que precisa ser esclarecida: a pesquisa registra eventos esportivos entre as tipologias citadas pelas empresas, mas declara que as competições esportivas não foram incorporadas às estimativas quantitativas consolidadas. Uma mensuração abrangente desses segmentos ampliaria de maneira relevante o faturamento, o emprego e a arrecadação atribuídos ao setor. Portanto, o número de R$ 813,5 bilhões deve ser lido como dimensão do setor formal mensurável dentro do recorte adotado — não como teto de toda economia dos eventos no Brasil.

Nota: as edições ampliaram conceitos, categorias e métodos. A comparação do faturamento real e da série de empregos diretos + terceirizados é a mais consistente.

A comparação do faturamento é mais consistente porque o III Dimensionamento trouxe os valores anteriores para preços de 2024. Nessa base, o primeiro levantamento corresponde a R$ 178,4 bilhões; o segundo, a R$ 422,5 bilhões; e o terceiro, a R$ 813,5 bilhões. O avanço real foi de 355,9% em relação ao primeiro estudo e de 92,5% em relação ao segundo.

Essa atividade gerou R$ 133,9 bilhões em impostos em 2024. Os espaços para eventos responderam por R$ 607,5 bilhões em faturamento e R$ 78,8 bilhões em tributos; organizadoras e fornecedores, por R$ 206 bilhões em faturamento e R$ 55 bilhões em impostos. A arrecadação equivale a aproximadamente 16,5% do faturamento estimado e reforça que políticas públicas para o setor não representam favor fiscal: trata-se de uma cadeia que devolve receitas expressivas ao Estado.

Também há uma série comparável de empregos diretos e terceirizados: 727.624 no I Dimensionamento, 1.893.419 no II e 4.570.690 no III. O crescimento alcança aproximadamente 528,2% entre a primeira e a terceira edição. Já os totais de 2,9 milhões, 7,5 milhões e 12,7 milhões não devem ser alinhados sem ressalvas, porque as categorias agregadas e os procedimentos de estimativa não são idênticos.

Uma rede nacional de espaços — majoritariamente de pequeno porte

A infraestrutura também se expandiu. O I Dimensionamento estimou 1.780 espaços para eventos; o II inventariou 9.445. O III não publica um número absoluto isolado de venues: identifica um universo de 299.690 empresas em toda a cadeia, que reúne espaços, organizadoras e fornecedoras, com empresas que podem atuar em mais de uma área. Usar esse total como quantidade de venues seria incorreto.

Para os espaços o III Dimensionamento, a distribuição regional da amostra foi de 41,9% no Sudeste, 30,4% no Nordeste, 14,2% no Sul, 6,9% no Norte e 6,6% no Centro-Oeste. O próprio levantamento reconhece que essa é uma distribuição amostral, embora construída para refletir o peso regional do setor.

Casas e salões de festas representam 34,3% dos espaços; hotéis e demais meios de hospedagem, 14%; bares e restaurantes, 13,6%; centros de convenções, 9,7%; clubes, ginásios e arenas, 9,6%; e feiras agro, 3,9%. As diferenças regionais são marcantes: casas e salões chegam a 83,4% no Norte; hotéis lideram no Sudeste, com 27,1%; e feiras agro alcançam 8% no Centro-Oeste.

A base empresarial é pulverizada: 73,1% dos espaços são microempresas e 22,8% empresas de pequeno porte — juntos, 95,9%. Apenas 2,6% são médios e 1,6% grandes. Em regime tributário, 67,4% das organizadoras e fornecedoras são optantes pelo Simples–MEI, acima da média de 56,1% observada no conjunto das atividades econômicas; entre os espaços, o percentual é de 29,1%.

A pulverização não significa irrelevância econômica. Microempresas geraram R$ 445,5 bilhões e empresas de pequeno porte, R$ 164,7 bilhões. Somadas, concentraram aproximadamente 75% do faturamento do setor. Essa estrutura ajuda a explicar simultaneamente sua capilaridade e sua vulnerabilidade a crédito caro, burocracia, oscilações de demanda, carga tributária e falta de qualificação.

O mundo voltou a se encontrar — e voltou maior

O estudo global divulgado em 2026 pelo Events Industry Council, em parceria com a Oxford Economics, dimensionou os eventos de negócios em mais de 180 países. Em 2025, eles reuniram 1,65 bilhão de participantes e geraram US$ 1,3 trilhão em gastos diretos, 12,2% acima de 2019. O impacto ampliado alcançou US$ 3,1 trilhões em vendas, US$ 1,8 trilhão em PIB e 24,2 milhões de empregos. Somente os efeitos diretos corresponderam a US$ 759 bilhões de PIB e 9,7 milhões de empregos.

No recorte das feiras e exposições, a UFI e a Oxford Economics estimaram, para 2025, US$ 178,5 bilhões em gastos diretos e US$ 443,6 bilhões em produção total. O segmento sustentou US$ 103,6 bilhões de PIB direto, US$ 256 bilhões de PIB total, 1,8 milhão de empregos diretos e 4,3 milhões de empregos totais. Foram quase 318 milhões de visitantes, 4,7 milhões de expositores e 138,1 milhões de metros quadrados líquidos comercializados.

A geografia desse mercado continua desigual. Europa e América do Norte concentram estrutura, gastos e tradição institucional. A Ásia-Pacífico dispõe da maior capacidade coberta para exposições, com 16,9 milhões de metros quadrados, e permanece como principal fronteira de expansão. América Central e do Sul somaram 108 venues, 1,8 milhão de metros quadrados de capacidade, 34,3 milhões de visitantes e 7,2 milhões de metros quadrados comercializados no ciclo 2024/2025. Em nossa região, há crescimento, mas ainda existe um hiato de infraestrutura, conectividade e capital.

Brasil e mundo: o que pode — e o que não pode — ser comparado

O mesmo cuidado vale para o faturamento. Os R$ 813,5 bilhões brasileiros representam faturamento estimado das empresas do setor. Os US$ 1,3 trilhão globais correspondem a gastos diretos associados aos eventos de negócios. A UFI, por sua vez, calcula gastos diretos e impactos ampliados apenas de exposições. Converter moedas e alinhar esses valores numa tabela produziria precisão aparente e conclusão falsa.

Também é insuficiente medir todo o setor pela posição de países e cidades no ranking ICCA. O ranking é decisivo para analisar congressos internacionais recorrentes de associações, mas cobre um segmento específico. Não inclui a totalidade dos congressos nacionais, eventos corporativos, incentivos, feiras, encontros governamentais, festivais, eventos esportivos e outras manifestações que movimentam a cadeia. Ranking é instrumento de inteligência; não é sinônimo de realidade econômica.

As forças que estão redesenhando o setor

1. O presencial tornou-se premium

A experiência pandêmica retirou do encontro físico o caráter automático. As pessoas continuam desejando presença, mas exigem uma razão clara para se deslocar. Conteúdo que poderia ser entregue por vídeo já não basta. Networking qualificado, acesso, pertencimento, experiência sensorial, confiança e geração de negócios passam a justificar tempo e viagem.

2. O híbrido deixou de ser formato e virou arquitetura

A transmissão simultânea, isoladamente, raramente entrega boa experiência aos dois públicos. O modelo que tende a prevalecer combina encontros presenciais de alta densidade com conteúdo digital antes e depois, comunidades permanentes, encontros regionais menores e acervo sob demanda. O futuro é menos “um evento híbrido” e mais uma jornada composta por diferentes pontos de contato.

3. A inteligência artificial atravessará toda a cadeia

A IA já apoia programação, recomendação de conteúdo, matchmaking, atendimento, tradução, produção de textos, análise de audiência e automação operacional. Seu impacto mais profundo, porém, virá da capacidade de combinar dados de inscrição, comportamento, conteúdo, relacionamento comercial e pós-evento. Há uma condição: governança. Sem critérios de privacidade, qualidade de dados e supervisão humana, personalização pode se tornar invasão e eficiência pode produzir mediocridade em escala.

4. Medir presença será insuficiente

Número de inscritos, taxa de comparecimento e satisfação continuarão relevantes, mas não serão suficientes para defender orçamento. Organizadores e patrocinadores precisarão acompanhar negócios influenciados, progressão no relacionamento, qualidade das conexões, conhecimento retido, mobilização de comunidades, reputação, impacto territorial e retorno ambiental e social.

5. Sustentabilidade passará da intenção à exigência

A agenda ambiental entrou definitivamente nas exigências de empresas, governos e participantes, embora ainda exista distância entre compromisso e execução. O III Dimensionamento mostra que 35,2% dos espaços consideram significativa sua contribuição para a sustentabilidade regional; 27,6% a consideram moderada; 11% acentuada; e 10,5% muito acentuada.

Nas práticas ambientais dos espaços, 76,3% adotam programas de gestão de resíduos, 62,1% ações de redução do consumo de água, 57,2% incentivo a materiais mais sustentáveis e 33,5% energia renovável. Entre organizadoras e fornecedores, a gestão de resíduos aparece em 54,1% e 53,2%, respectivamente. Entretanto, 22,7% das organizadoras e 21,5% das fornecedores ainda não adotam prática ambiental estruturada.

Na dimensão social, 71,6% dos espaços afirmam oferecer condições plenas de trabalho, 70,9% contratam mão de obra local, 60,7% oferecem acessibilidade plena para pessoas com deficiência, 46% mantêm programas de capacitação e educação e 45,5% disponibilizam treinamento sobre diversidade e inclusão.

A governança é o elo mais frágil. Apenas 36,7% possuem políticas de conformidade ética para fornecedores e parceiros; 28,6% realizam treinamentos regulares de ESG; 25,7% monitoram metas por indicadores; e 20,3% produzem relatórios transparentes de impacto. Ao mesmo tempo, 26,9% não possuem prática de governança estruturada e 25% não souberam responder. Os números mostram uma agenda sustentável já presente na operação, mas ainda pouco convertida em gestão, metas e prestação de contas.

Entre as dificuldades para implantar práticas ESG, 29,1% apontam custos iniciais elevados; 25,4%, resistência de fornecedores, organizadores ou clientes; 22%, falta de tempo, equipe ou cultura; e 19%, falta de conhecimento técnico. A declaração genérica de evento sustentável perderá valor; prevalecerão metas, indicadores e comprovação.

6. Pessoas serão o principal gargalo

O III Dimensionamento deixa claro que o gargalo é estrutural. Entre as organizadoras, 40,7% apontam dificuldade de mão de obra qualificada; 31,4%, baixa disponibilidade de fornecedores qualificados; 27,8%, carga tributária; 20,6%, logística; 18%, alto custo de locação de equipamentos; e 14,9%, infraestrutura limitada. Custos elevados aparecem em 9,8%; padronização da qualidade e prazos, em 5,2% cada; e burocracia, 4,1%, apenas.

Entre os fornecedores, a dificuldade de mão de obra qualificada sobe para 45,7% e a carga tributária para 38,7%. Seguem-se baixa disponibilidade de fornecedores qualificados, com 25%; logística, 22,7%; alto custo de locação de equipamentos, 14%; infraestrutura limitada, 12,3%; prazos, 8,7%; custos elevados e variação de demanda, 7,3% cada; e preços, 3,7%.

A diferença entre os dois grupos é reveladora. Organizadoras sentem mais intensamente a escassez de mão de obra e parceiros qualificados; fornecedores sofrem mais com tributação e mão de obra. Em ambos, porém, qualificação, cadeia de suprimentos e logística formam o mesmo núcleo de restrições. Tecnologia não elimina esse problema. Ao contrário: eleva a necessidade de profissionais capazes de integrar produção, experiência, dados, segurança, conteúdo, sustentabilidade e negócios. Sem formação continuada, relações de trabalho sustentáveis e desenvolvimento de fornecedores regionais, o crescimento pressionará qualidade, custos e saúde das equipes.

O que esperar até 2035

O III Dimensionamento projeta crescimento médio real de 6,1% ao ano no faturamento brasileiro, similar às previsões internacionais. Mantida essa trajetória, o setor passaria de R$ 813,5 bilhões em 2024 para R$ 1,565 trilhão em 2035. A participação no PIB alcançaria aproximadamente 5%, e o emprego avançaria de 12,7 milhões para 15,6 milhões de postos.

Essas projeções são cenários condicionais, não destino assegurado. Repetem tendências históricas e dependem do desempenho econômico, da estabilidade institucional, da infraestrutura, do crédito, da tributação, da segurança jurídica e da capacidade de formar mão de obra. Choques sanitários, climáticos, geopolíticos ou tecnológicos podem alterar a curva.

No mundo, a Oxford Economics projeta que os gastos diretos dos eventos de negócios chegarão a US$ 1,6 trilhão em 2028, com 10,4 milhões de empregos diretos. A expansão deverá ser acompanhada por maior competição entre destinos, fortalecimento da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio, regionalização de portfólios e pressão para demonstrar impactos que ultrapassem hotelaria e consumo imediato.

Minha previsão é que cinco mudanças definam a próxima década:

  • Os eventos serão geridos como plataformas contínuas de comunidades;
  • Encontro presencial ficará mais seletivo e valioso;
  • A IA reduzirá tarefas repetitivas e elevará a personalização;
  • Patrocinadores comprarão resultados verificáveis, não apenas exposição;
  • Destinos competitivos combinarão infraestrutura com inteligência de captação, ecossistemas de conhecimento e legado.

O Brasil parte de uma posição forte: grande mercado interno, diversidade territorial, calendário amplo, cadeia criativa e competência reconhecida em produção. Mas ainda transforma pouco dessa escala em inteligência acumulada. Faltam bases de dados integradas, séries regulares, métricas comuns, formação profissional em escala e políticas permanentes. Falta um ecossistema institucional coeso e operacional. O risco não é o setor deixar de crescer. É crescer sem produtividade, sem memória e sem direção.

Da potência à estratégia

Os três Dimensionamentos mudaram a conversa no Brasil. O primeiro deu visibilidade econômica a uma atividade dispersa. O segundo comprovou sua expansão e sua participação no PIB. O terceiro mostrou que o setor se tornou capilar, recorrente e estrutural. Os três demonstraram a enorme importância econômica, social e cultural do setor de eventos no Brasil.

Os estudos globais chegam à mesma conclusão por outra via: eventos não são despesa acessória. São infraestrutura econômica e social, capaz de movimentar cadeias produtivas, acelerar negócios, difundir conhecimento e construir confiança.

A próxima etapa exige mais do que celebrar números bilionários. Exige transformar dados em políticas, planejamento, qualificação e investimento. O setor já provou o seu tamanho. O futuro dependerá de provar sua inteligência.

REFERÊNCIAS

Fontes utilizadas

• I Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil (dados de 2001). Revista Eventos/Sebrae/CTI.

• II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil – 2013. Revista Eventos/Sebrae/UFF.

• III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil 2024/2025. ABEOC/SEBRAE

• Events Industry Council; Oxford Economics. 2026 Global Economic Significance of Business Events Study (dados de 2025).

• UFI; Oxford Economics. Global Economic Impact of Exhibitions, abril de 2026.

• UFI. Global Exhibition Industry Statistics, abril de 2026.

• Santiago González. Como ler o ranking ICCA sem perder de vista o setor completo. Revista Eventos.

• Bizzabo. Compilações de estatísticas e tendências de marketing de eventos consultadas como indicadores complementares; não utilizadas para dimensionar o mercado.