Tendo ingressado na Accor Hospitality 37 anos atrás como estagiário, Roland de Bonadona que hoje é o presidente da maior rede hoteleira da América Latina falou para um público de estudantes na Universidade Anhembi Morumbi.
A Universidade Anhembi Morumbi e a Aliança Francesa estão comemorando o Ano da França no Brasil com uma série de palestras temáticas. Na semana passada, foi a vez de Roland de Bonadona, presidente da Accor Hospitality na América Latina falar por cerca de uma hora para um público de 300 pessoas constituído por alunos, professores e alguns empresários.
Com 40 anos de experiência, o grupo francês possui 150 mil funcionários espalhados pelo mundo, quatro mil hotéis e 300 milhões de usuários de seus serviços, em 100 países. Ainda bastante concentrada na Europa (2.300 hotéis, sendo 1400 na França), os planos da Accor, segundo Bonadona, contemplam um aumento de market share nas demais regiões, acentuadamente a Pacífico-Asiática (atualmente representa 15% dos apartamentos em 365 hotéis) e a América Latina (6% dos aptos, em 177 hotéis), sem descuidar-se da América do Norte (22% dos apartamentos, 1020 hotéis) e África/Oriente Médio (5% dos aptos, 144 hotéis).
Um dado curioso mostrado pelo presidente da rede francesa foi o quadro comparativo do valor de mercado das principais redes hoteleiras com atuação no Brasil: Accor (8 bilhões de dólares), Marriott (5.5), IHG (2.3), Starwood (2.1) e Wyndham (0.7).
Em sua palestra Bonadona mostrou que a estrutura da rede no Brasil trabalha com diferentes formas de contratação (próprios, franquia ou administração), com empreendimentos padronizados (Novotel, Íbis e Formule1) e não padronizados (Sofitel, Pullman, MGallery e Mercure), permitindo um claro posicionamento de cada hotel na categorias Luxo (Sofitel), Superior/Upscale (Pullman e MGallery), Médio/Midscale (Mercure), Econômico (Íbis) e Supereconômica (Formule1).
Tendo chegado ao país em 1977 com a marca Novotel, em 1989 com a Sofitel, em 1999 com a Mercure e Ibis e em 2001 com a Formule1, a Accor ainda não tinha no Brasil suas bandeiras na Categoria Superior, que desembarcam no país em 2009. MGallery, no Hotel SPA do Vinho de Bento Gonçalves, e Pullman, com a adaptação do Mercure Grand Hotel Ibirapuera.
Bonadona que atua a 37 anos na rede hoteleira apresentou um estudo comparativo das diversas redes que atuam no Brasil. Nas categorias Upscale/Luxury Accor e Pestana têm 9% de market share; Sheraton e Atlântica, 8%; Club Med e Marriott 6%, ficando para as demais com 54% do mercado.
Na categoria Midscale a Accor têm 25% do mercado, ficando 16% para Atlantica, 8% para Blue Tree, 6% para Othon, 5% para Transamérica e Meliá, 3% para IHG e Intercity, restando 29% para as demais. Finalmente, nas categorias Econômicas, 55% do mercado pertencem à Accor e 15% à Atlantica, ficando 6% para Chambertin, 4% para Othon, 3% para IHG, 2% para Promenade, Bristol, Deville e Hotelaria Brasil e 9% para todas as demais.
Roland de Bonadona falou ainda dos projetos de expansão da rede na América Latina que prevêem investimentos de R$ 900 milhões, gerando mais de 3.000 empregos diretos e 9782 apartamentos em 71 hotéis, com ampliação da rede econômica no Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Argentina; da bandeira Mercure, no Brasil e da Novotel, em Buenos Aires, Rio de Janeiro, Caracas e Bogotá.
Falando para uma platéia predominantemente universitária, o presidente da Accor Hospitality fez questão de salientar os “valores compartilhados por toda organização: inovação, espírito de conquista, desempenho, respeito e confiança”.

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