Bem estar coletivo induz a crescente preocupação com a Sustentabilidade

Desde que Peter Drucker e Philip Kotler, nos primeiros anos da década de 70, indicaram a importância do conceito de bem estar da sociedade a longo prazo o mundo vem se debruçando sobre as diferentes opções aplicáveis a empreendimentos de pequeno, médio e grande porte.

Apesar de ter sido anunciado por Tasso Gadzanis, presidente da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomercio, a “preocupação decorrente do corte de 86,6% do orçamento do Ministério do Turismo para 2009, reduzindo a uma margem insignificante a possibilidade de serem realizados investimentos estratégicos relevantes ao longo do ano”, o tema não foi discutido no Seminário Rentabilidade e Qualidade Ambiental para Empreendimentos Turísticos, promovido pela Fecomercio, em São Paulo.

A tônica do encontro pode ser resumida na apreciação do presidente da CET/Fecomercio, “independente da situação financeira que o país atravessa, o bom planejamento é sempre acessível. E hoje, invariavelmente essa coordenação passa pela sustentabilidade. O turismo predatório, que culmina na depreciação do empreendimento após determinado tempo de exploração comercial, não tem mais sentido. Bom exemplo disso é a expansão do ecoturismo. O cliente agora espera, além de uma experiência ambientalmente responsável, que permaneça valorizada”.

Para debater o assunto, a CET convidou a advogada Constança Madureira, que falará sobre ‘O direito Tributário Ambiental’; Cássio Garkains discorrerá sobre a ‘Responsabilidade Socioambiental em Empreendimentos Turístico’ e Douglas Simões, sobre suas experiências no desenvolvimento de um turismo sustentável, apresentando dois cases: o Vale do Pati, no Maranhão, e o Petar, no litoral sul paulista.

Partindo do Principio da Precaução, Constança Madureira falou da importância crescente das preocupações legais com os diversos aspectos da proteção socioambiental, expondo alguns dos caminhos que podem ser adotados pelos empreendedores turísticos visando a salvaguarda de seus interesses, lembrando que “as guerras de preços igualam todos, mas os serviços marcam a diferença” e da necessidade de envolvimento de toda cadeia produtiva.

O Seminário marcou também o lançamento da cartilha “Empreendimentos Turísticos, Sustentabilidade e Rentabilidade – Como equilibrar essa Equação”.

Leia abaixo release sobre o Seminário.

Setor de turismo é alavanca para desenvolvimento sustentável

 

Preocupação com o meio ambiente pode ser um grande negócio para empreendedores do segmento

 

São Paulo, 16 de abril de 2009 – Medidas de responsabilidade ambiental, como valorizar e conhecer a cultura local onde será realizado o empreendimento turístico, são os primeiros passos para o bom desenvolvimento do negócio. “Esta é uma ação simples, que pode ter efeitos representativos no empreendimento”, afirmou o consultor Cássio Oliveira em evento “Rentabilidade e Qualidade Ambiental para Empreendimentos Turísticos”, realizado nesta quarta-feira (15) pela Fecomercio.

 

Oliveira também destaca que os empreendedores estão mais conscientes sobre os impactos negativos gerados pela degradação do meio ambiente. “A tendência é de valorização do meio ambiente com práticas de responsabilidade social”, afirma. Segundo Oliveira, o setor já percebe que se o território onde o projeto turístico for planejado com responsabilidade social, deve gerar o desenvolvimento da comunidade de entorno, estimulando a se engajarem e a se beneficiarem com o empreendimento.

 

Para a advogada Constança Madureira, o setor hoteleiro é uma importante forma de investimento, com rentabilidade garantida. “A matéria-prima do hotel é o meioambiente, que hoje é o foco dos investimentos para manter sua preservação”, diz. Segundo Constança, as construções estão voltadas para a sustentabilidade, como o prédio verde, o qual o investimento em responsabilidade ambiental gira entre 1% e 4% do custo total da obra. “Esses recursos têm retorno rápido, pois há economia de lixo, água e energia”, explica.

 

Constança salienta a importância do consultor jurídico para este tipo de projeto e defende a disseminação de incentivos fiscais para estimular condutas não-poluidoras. Este é um dos temas tratados dentro da cartilha “Empreendimentos Turísticos – Sustentabilidade e qualidade ambiental: como equilibrar esta equação?”, elaborada pela Fecomercio em parceria com a advogada lançada durante o evento (segue imagem da capa).

 

Segundo a advogada, o conceito de meioambiente é bem mais extenso do que se concebeu na Constituição de 1988. O modelo de conservação para o desenvolvimento ambiental veio dos EUAs na década de 70. Na época, começava a preocupação mundial com o planeta. Hoje, existem diversas opções para contribuir com o meioambiente, como a emissão de créditos de carbono para compensar a liberação de CO2 de cada obra construída. “Todos os poluentes liberados podem ser revertidos em plantações de árvores.”

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Fecomercio