ABRACORP lança manual de boas práticas para eventos corporativos e valorização de agências

A mensagem central da iniciativa é o reconhecimento do papel estratégico e consultivo das agências, cuja contribuição envolve inteligência de mercado, criatividade, negociação, gestão de riscos e responsabilidade operacional e financeira.
Daiana Moreira, gerente executiva da Abracorp

A Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP) lançará oficialmente, o Guia de Boas Práticas para Eventos Corporativos, durante seu encontro MICE, que acontece de 28 a 31 de outubro, em Foz do Iguaçu. Realizado em parceria com o Viaje Paraná, o encontro tem como objetivo promover o destino como uma oportunidade para a realização de eventos corporativos.

O evento promocional, que ocorrerá no Hotel Double Tree By Hilton Foz do Iguaçu, marcará a apresentação de um documento estratégico desenvolvido com o apoio do Comitê MICE da entidade, formado pelas agências Avipam, Flytour, Kontik, Jet Stream, Maringá, Sobratur, Tristar, Tivolitur e Voetur. O material, que estará disponível para consulta e download no site oficial da associação, reúne recomendações fundamentais para clientes, agências e fornecedores, abrangendo todas as etapas de um evento, desde o planejamento inicial até a avaliação dos resultados.

A mensagem central da iniciativa é o reconhecimento do papel estratégico e consultivo das agências, cuja contribuição envolve inteligência de mercado, criatividade, negociação, gestão de riscos e responsabilidade operacional e financeira. “Com isso, a ABRACORP propõe fortalecer a profissionalização do mercado por meio de processos mais claros, responsabilidades definidas e a devida valorização do conhecimento e das soluções desenvolvidas para o setor MICE”, destaca Daiana Moreira, gerente executiva da Abracorp.

Entre as principais recomendações trazidas pelo guia, destaca-se a defesa de concorrências mais qualificadas, que devem contar com briefing completo, indicação de orçamento ou faixa de investimento, critérios transparentes de avaliação e a participação de, preferencialmente, até três agências — admitindo-se até quatro em projetos de maior complexidade, mediante justificativa. O documento também aborda a proteção das ideias e propostas, exigindo o respeito à propriedade intelectual e à confidencialidade, com a previsão de remuneração quando houver solicitação de desenvolvimento criativo aprofundado antes da contratação formal.

O equilíbrio financeiro é outro ponto fundamental tratado no manual, que defende uma remuneração compatível com o trabalho e os riscos assumidos, além de condições de pagamento alinhadas aos compromissos com fornecedores. Na esfera operacional, o guia orienta sobre segurança e responsabilidade por meio do planejamento de riscos, contingências, proteção de dados e cuidado com os participantes, além de reforçar o compromisso com a sustentabilidade e resultados, integrando acessibilidade e inclusão desde o briefing, ações socioambientais com evidências e indicadores estritamente vinculados aos objetivos do evento.

Como grande diferencial prático, o guia apresenta ferramentas úteis para o dia a dia das empresas, como modelos de briefing, checklist de riscos, matriz de avaliação de propostas, roteiro de avaliação pós-evento e matriz de fluxo financeiro. Concebido como um documento vivo, será atualizado continuamente para acompanhar as mudanças, as novas demandas e a evolução do setor.

Fale Conosco